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Jornalistas protestam contra a impunidade nos crimes contra a categoria






 

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e representantes de 24 Sindicatos de Jornalistas do país realizam nesta sexta-feira, dia 06/11, Ato Público pelo "Dia Mundial contra impunidade de crime praticados contra jornalistas", às 13h30, em frente ao escritório da Presidência da Repúblca, na Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo representantes das entidades, apenas uma em cada dez mortes de profissionais da comunicação em todo mundo é investigada, fazendo com que a impunidade seja o verdadeiro combustível da violência contra jornalistas. No evento, será entregue manifesto da Fenaj e dos sindicatos. A campanha mundial contra impunidade é liderada pela Federacção Interamericana de Jornalismo (FIJ)

Somente este ano, um jornalista e três radialistas foram assassinados no Brasil e muitos outros profissionais da comunicação sofreram variados tipos de agressões. O Relatório da Violência contra Jornalistas 2014 aponta que 129 jornalistas sofreram algum tipo de violência no país. O estudo revela ainda três assassinatos, a maioria deles no Estado do Rio de Janeiro (RJ), com dois casos registrados. No mundo, jornalistas têm sido vítimas das guerras, do terrorismo, do crime organizado e da estupidez de quem não tolera as liberdades e a prevalência dos interesses públicos sobre os privados.

Em maio último, a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados decidiu rejeitar o Projeto de Lei Nº 191, de autoria do ex-deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), que federaliza os crimes contra jornalistas não resolvidos em 90 dias. Ainda foi aprovado um parecer contrário à proposta, apresentado pelo coronel deputado Alberto Fraga (DEM-DF).

Violência

A FIJ e suas entidades filiadas, entre elas a FENAJ, têm cumprido seus papeis de denunciar a violência contra jornalistas e de exigir a apuração dos fatos e a punição dos culpados. Mas pouco tem sido feito por parte dos governos nacionais e pelas empresas jornalísticas que, em alguns casos, nem mesmo mantêm vínculos empregatícios com os jornalistas que enfrentam situações de risco.

No Brasil, a FENAJ, que representa 31 Sindicatos de Jornalistas filiados em todo país, reivindica do governo federal e Congresso Nacional a adoção de políticas públicas de proteção ao trabalho dos jornalistas e demais comunicadores. Entre as medidas propostas, destacamos a criação e imediata implementação do Observatório da Violência contra Comunicadores, com o papel fundamental de receber denúncias e acompanhar as investigações de violência até a identificação e punição dos culpados, diz o presidente da federação, Celso Schreider.

De acordo com a Fenaj, a segurança dos jornalistas e demais profissionais da comunicação é condição imprescindível para a produção e veiculação das informações de interesse público, em qualquer país do mundo. Igualmente, a investigação dos casos de violência, com a identificação e punição dos culpados, é uma necessidade imperiosa, diz a federação.



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