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1º Fórum Baiano de Comunicação e Democracia reúne palestrantes de importância nacional



Foto: GOVBA

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Mais de 300 pessoas, entre profissionais, empresários e estudantes, participaram do Iº Fórum Baiano de Comunicação e Democracia, realizado nesta quinta-feira (30), no Hotel Matiz, bairro Costa Azul, em Salvador. O evento foi promovido pelo Conselho de Comunicação Social da Bahia, em parceria com a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom), e contou com palestrantes de importância nacional para as discussões sobre temas como TV Digital e o mercado da comunicação.

“A impressão foi muito positiva. O que eu percebi, foi um entusiasmo e uma vontade de participação da sociedade civil. É uma pauta muito rica, onde profissionais de todo o estado, radialistas, jornalistas, produtores, estudantes, empresários se reuniram para colocar a comunicação no seu devido status de política pública”, afirmou o secretário estadual da Comunicação Social e presidente do Conselho, Robinson Almeida.

Ele enfatizou ainda que “há a necessidade de debater e interagir a inclusão, como é que a população terá mais acesso a estes serviços e quais os desdobramentos na vida das pessoas destas novas tecnologias”.

Segundo o secretário, foram discutidas ao longo do dia a agenda do Brasil em 2014 para a comunicação e as políticas que estão sendo elaboradas pelo Ministério das Comunicações e pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). “Um exemplo é a antecipação do sinal analógico, que estava previsto para 2016 e vai acontecer de forma antecipada por conta da Copa do Mundo, havendo a necessidade de se liberar as faixas de frequência para a Internet 4G”.


Telecomunicação e audiovisual no Brasil

A TV digital, a democratização dos meios e a importância da oferta de uma banda larga eficiente foram os temas centrais da primeira rodada de discussões, que tratou da telecomunicação e produção audiovisual no Brasil.

Participaram da mesa, além do secretário Robinson Almeida, o senador Walter Pinheiro, o representante do Ministério das Comunicações, Octávio Pieranti, a diretora da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Rosana Alcântara, e o presidente da Associação Baiana de Imprensa, Walter Pinheiro.

Pieranti destacou que a Bahia é pioneira em políticas de comunicação, constituiu o conselho estadual antes dos demais estados brasileiros, pleiteou e recebeu autorização para o primeiro canal da cidadania do país. “Este fórum é mais um evento que demonstra o pioneirismo e o protagonismo da Bahia. É fundamental envolver a sociedade nos debates e isto está acontecendo claramente aqui na Bahia. É um exemplo a ser seguido para a construção de um cenário cada vez mais forte na comunicação brasileira. Comunicação e democracia interagem e estão ligadas”.

 

Envolvimento da sociedade

Para Rosana Alcântara, a iniciativa baiana de envolver a sociedade na discussão é importante não somente para apoiar políticas públicas, mas também porque o país vive um momento aquecido da produção audiovisual.

“A Bahia sempre foi um polo importante de consumo e produção audiovisual, filmes e diretores saíram daqui para o Sudeste. É importante que eles possam ficar aqui, contratando mão de obra, emplacando seus filmes e aproveitando editais da Ancine e do Prodav [Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro], que estão mobilizando R$ 400 milhões, possibilitando a produção local”, explicou Rosana.

De acordo com o senador Walter Pinheiro, a TV digital deveria obrigatoriamente ter chegado para servir como instrumento de interação, e não somente para melhorar a qualidade da imagem. “Este foi o desafio que nós travamos. Apresentamos um projeto de lei para disputar essa questão no Brasil e vencemos. Desenvolvemos um software que hoje é o principal elo de ligação de plataforma digital no mundo”.


Desafios da digitalização na comunicação pública e no mercado

Durante a tarde, os desafios da digitalização na comunicação pública e no mercado mobilizaram a atenção do público. Os participantes falaram sobre a importância da regionalização da programação e da diferença entre as tecnologias utilizadas atualmente na produção da TV aberta e dos avanços tecnológicos necessários para a implantação da TV digital.

O diretor-executivo do SBT Nordeste, Luís Carlos Gurgel, disse que a TV Digital representa uma mídia totalmente nova. “É tão diferente e com tantas possibilidades que demanda profissionais e cursos específicos para a sua implementação”. Segundo ele, a multiprogramação é uma das ferramentas novas que a TV digital oferece.

Gurgel informou que “ainda não está disponível para as emissoras regionais, mas é uma ferramenta que pode se viabilizar economicamente e estabelecer um grande incentivo para as produções audiovisuais e culturais de todas as regiões do Brasil”.

Para o diretor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Eduardo Castro, a TV Digital ainda vai demorar para ser utilizada por todas as emissoras. “É uma complicação inevitável porque a tecnologia é muito melhor, pela qualidade da imagem e pelas possibilidades de interatividade e de portabilidade. Assim, todas as emissoras precisam se equipar melhor e preparar o seu parque funcional, assim como as faculdades e os cursos técnicos precisam se preparar para isso”.
 


Conselho

A Bahia, segundo Eduardo Castro, é o estado que está na frente na discussão da comunicação institucionalizada com a criação do Conselho de Comunicação Social. “Eu já estive aqui, discutindo o planejamento estratégico do Irdeb [Instituto de Radiodifusão do Estado da Bahia] e agora tenho a chance de estar aqui neste primeiro fórum de comunicação que o Governo do Estado está realizando”.

O secretário Robinson Almeida informou que o seminário faz parte do fechamento das realizações do Conselho de Comunicação Social do Estado da Bahia. "Estamos concluindo um mandato de dois anos. Amanhã [sexta-feira, 31] haverá a eleição dos novos membros. É uma experiência inédita, fruto de demandas que nós coletamos ao ouvir a sociedade em duas conferências, entendendo sempre que comunicação não é apenas notícia e propaganda, mas uma área que pode ser considerada um serviço, um direito do cidadão e também uma atividade econômica importante que movimenta milhões de reais e gera milhares de empregos”.

Para Almeida, a nova gestão do conselho vai ter uma caminhada ainda melhor e há vários desafios na pauta. “Os novos membros eleitos da sociedade civil, do segmento empresarial e do governo vão dar continuidade por mais dois anos, aprofundando a democratização da comunicação e levantando novas e futuras bandeiras mais presentes hoje neste mundo, que nos apresenta uma revolução tecnológica e desafia a todos.



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