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Para Cardozo, número de atentados contra jornalistas é 'impressionante'



José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça | Imagem ilustrativa

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça | Imagem ilustrativa



Ministro da Justiça se reuniu nesta terça com representantes da imprensa.
Relatório diz que, em 2013, houve 175 casos de violência contra jornalistas.
Priscilla Mendes Do G1, em Brasília


Um dia após a confirmação da morte cerebral do cinegrafista Santiago Andrade, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se reuniu nesta terça-feira (11) com dirigentes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) para tratar do caso do profissional da TV Bandeirantes. Ao final do encontro, o titular da Justiça disse que é "impressionante" o número de atentados e ameaças contra profissionais da imprensa no país.

“É impressionante o número de atentados, ameaças [contra jornalistas]. Já existiam antes, mas a situação cresceu brutalmente, portanto, se por um lado devemos discutir com todas as autoridade de segurança pública, com o Judiciário, com o Legislativo e com a sociedade civil medidas que garantam a liberdade de manifestação sem abuso, de outro lado, temos que ter medidas especificas de proteção aos profissionais", defendeu Cardozo.

É impressionante o número de atentados, ameaças [contra jornalistas]. Já existiam antes, mas a situação cresceu brutalmente"


José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça

As entidades entregaram ao ministro um relatório dos casos de violência contra jornalistas e veículos de comunicação em 2013 e 2014. Neste ano, de acordo com o documento, foram registrados sete casos, sendo um assassinato, quatro agressões e duas ameaças. No entanto, relatório de elaborado pela Abert com registros de 2013 aponta 175 casos de violência contra profissionais da imprensa.

De acordo com o presidente da Abert, Daniel Slaviero, houve um “crescimento exponencial” da violência contra jornalistas desde junho de 2013, quanto teve início a onda de manifestações de rua pelo Brasil.

“Viemos junto ao ministro pedir punição exemplar e apoio da Polícia Federal nessas questões, porque a Polícia Federal tem um trabalho de inteligência importante que pode contribuir”, relatou Slaviero.
 
Grupo de trabalho

O titular da Justiça anunciou em entrevista coletiva que o governo federal decidiu criar um grupo de trabalho para elaborar políticas públicas de proteção aos profissionais da imprensa. O comitê, informou Cardozo, será composto por representantes do Ministério da Justiça,  empresários do setor da comunicação, jornalistas e especialistas em segurança pública. A primeira reunião do colegiado está agendada para a próxima terça (18), às 10h.

O ministro afirmou ainda que vai levar a situação dos profissionais da imprensa ao encontro que será realizado nesta quinta (13), em Aracaju (SE), com todos os secretários estaduais de segurança pública. A reunião, que vai discutir segurança durante manifestações populares, já estava agendada e faz parte das medidas anunciadas no ano passado para conter a violência nos protestos.

O objetivo do governo federal, explicou Cardozo, é construir “um pacto” em torno das propostas apresentadas pelos secretários de segurança e pela sociedade. Segundo o ministro, um projeto de lei poderá ser elaborado e enviado ao Congresso Nacional a partir das sugestões apresentadas no encontro.

“Minha ideia é que nessa reunião possamos debater essa política, que tem que ser uma política que não parta apenas do governo federal, mas também de outros poderes”, ressaltou Cardozo.



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