Depois de mais de três décadas dedicadas ao jornalismo diário e às ruas da Bahia, a jornalista Adriana Oliveira apresenta ao público um novo capítulo de sua trajetória profissional: a literatura. A repórter lança Cartas de uma repórter, primeiro livro de sua carreira, reunindo textos que transformam experiências pessoais e profissionais em relatos sensíveis sobre humanidade e os bastidores da notícia.
Consagrada por sua atuação como repórter de rua e pela credibilidade construída junto ao público baiano, Adriana fez da palavra escrita uma extensão do olhar atento que a acompanhou durante toda a vida profissional. Ao longo de 25 anos na TV Bahia, afiliada da Rede Globo, acompanhou de perto fatos, personagens e acontecimentos que marcaram a história recente do estado.
Em 33 textos no formato de cartas, a autora percorre personagens, sentimentos, episódios marcantes e coberturas que atravessaram sua caminhada no jornalismo. A obra vai de referências afetivas e espirituais, como Iemanjá e Santa Dulce, a temas densos e impactantes, como a pandemia da covid-19, a morte, a desigualdade e histórias humanas encontradas no exercício diário da reportagem.
Há ainda espaço para reflexões íntimas sobre sua condição de mulher, mãe e profissional submetida às exigências de uma atividade que demanda entrega permanente.
Um olhar de repórter transformado em literatura
Em Cartas de uma repórter, Adriana Oliveira conduz o leitor por narrativas que unem o rigor da observação jornalística à delicadeza da escrita confessional. O resultado é um livro que se firma como testemunho humano sobre empatia, resistência e a capacidade transformadora de contar histórias.
Ao recuperar encontros e vivências que a marcaram, a autora expõe também as contradições do fazer jornalístico: a urgência das ruas, o impacto emocional das pautas, a escuta de dores alheias e os silêncios que muitas vezes acompanham quem vive para narrar a vida dos outros.
Memória e valorização do jornalismo
A obra reforça a importância de valorizar profissionais que ajudaram a contar a história recente da Bahia a partir das ruas, das telas e dos relatos do cotidiano.
Em tempos de mudanças aceleradas na comunicação e de crescente precarização da profissão, transformar experiências de reportagem em literatura significa reafirmar o papel social da informação e a dimensão humana de quem está por trás da notícia.
Cartas de uma repórter é, assim, um encontro entre a repórter e a escritora, entre a notícia e a emoção, entre a experiência individual e a memória coletiva.
Publicado pela P55 Edição, o exemplar está disponível ao valor de R$ 55,00. Visite www.p55.com.br para mais informações e aquisição do livro.




