Em situação dramática jornalistas de A Tarde e Massa acumulam três meses sem salários

Divulgação

Os jornais A Tarde e Massa estão devendo três meses salários aos seus jornalistas. A situação, que já vinha piorando desde 2012, se agravou no ano passado, quando os atrasos nos pagamento já se acumulavam. Além disso, o pagamento das férias também está em atraso já por três anos. Diante da situação insustentável que vivem, os profissionais estão vindo a público para expor a situação precária na qual se encontram.
Além dos dois salários de 2020 que agora se somam ao de janeiro deste ano, estão também em atraso os tíquetes refeição, que não foram fornecidos ao longo do ano passado. Para muitos profissionais já são cinco anos sem receber o 13° salário, impedindo a plena comemoração de natais e réveillons com suas famílias. A mesma penúria vem ocorrendo também em feriados festivos, como Semana Santa e São João.
Muitos jornalistas estão sobrevivendo na dependência de familiares ou de trabalhos eventuais fora das empresas da família Simões de Mello Leitão, cujas publicações continuam sendo produzidas normalmente graças ao profissionalismo daqueles que enfrentam essa situação dramática. Assim, os jornais são produzidos e entregues todos os dias. E tudo isso em plena pandemia, com a maioria em trabalho remoto, gastando seus recursos pessoais sem receberem o devido pagamento.
Como consequência, acumulam-se também os aluguéis, condomínios, prestação de casa própria e veículos, faturas de cartões de crédito, de energia elétrica, de água, de celulares e de internet, o que tem obrigado os jornalistas a recorrerem a empréstimos bancários, de amigos e familiares.
Os proprietários da empresa evitam contato com os funcionários e não atendem pedidos de reunião feitos por funcionários. Elegeram um gestor de cada setor que não recebe informações precisas sobre pagamentos. Os proprietários escolhem os setores para pagar os salários e ligam diretamente para alguns funcionários para provocar constrangimento.
Todos os jornalistas – com contratos CLT ou MEI -, vivem o mesmo drama, estes últimos numa situação ainda pior porque seus pagamentos foram reduzidos durante a pandemia e não têm nenhuma segurança jurídica em relação a seus empregos.
Neste momento, diante do drama de famílias para sustentar e credores para pagar, este desabafo público não podia ser mais adiado. Em assembleia realizada no dia 8 de fevereiro, foi estabelecido um prazo, até a última sexta-feira (13/02/2021), para quitação dos salários em atraso, o que não ocorreu. Assim, além de tornar pública esta situação, os profissionais acionarão os meios jurídicos cabíveis, através do Sinjorba, para as providências que se fizerem necessárias.

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