Programação virtual marca mês da mulher jornalista

Em roda de conversa e série de lives, II Jornada de Mulheres do Sinjorba levantou discussões sobre desafios de gênero enfrentados pelas jornalistas baianas

 “Lute como uma jornalista” foi o tema da II Jornada de Mulheres do Sinjorba, evento dedicado às jornalistas baianas. A programação teve início no dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher – com a roda de conversa Jornalismo em Tempos de Pandemia e contou com a participação de jornalistas de diversos segmentos da profissão, dividindo experiências, reflexões políticas e dificuldades que impactam as mulheres da categoria na atual conjuntura.

Participaram da roda as jornalistas Carla Araújo, Cleidiana Ramos, Carmela Talento, Mariluce Moura, Malu Fontes, Evanice Santos, Patrícia França, Suzana Barbosa, Cintia Kelly, Jeane Borges, Margarida Neide, Flávia Vasconcelos, Indhira Almeida, Celina Santos e Marlene Abade. Representando o Sinjorba, a coordenadora da Comissão de Mulheres do sindicato, Isabel Santos, a vice-presidente, Fernanda Gama, e a diretora e mediadora do evento, Gabriela de Paula.

Promovida pela Comissão de Mulheres do Sinjorba, a roda de conversa foi transmitida ao vivo no canal do Youtube do Sinjorba e está disponível para acesso (LINK).

Série de lives

A II Jornada de Mulheres do Sinjorba contou ainda com seis lives, trazendo jornalistas que se destacam em vários segmentos de atuação. A série foi aberta no dia 9, com o tema “Mulher Negra no Jornalismo”. O bate-papo virtual reuniu Jaciara Santos, da Comissão de Mulheres, e Silvana Oliveira, gerente de Jornalismo da Rádio Sociedade da Bahia. Entre troca de experiências, relatos vivenciais, denúncias e respostas à audiência, as duas experientes jornalistas deixaram uma mensagem dirigida em especial às novas gerações: a mulher negra pode (e deve) ser bem-sucedida no jornalismo e em qualquer profissão. Basta querer.

No dia 10 de março, a segunda live da programação discutiu a realidade da “Mulher no jornalismo esportivo”, com Ayana Simões, profissional com 12 anos de experiência na área e que apresenta desde a primeira edição o TVE Esporte. A live foi apresentada pela vice-presidente do Sinjorba, Fernanda Gama, que debateu com a convidada o preconceito e o machismo vivenciado pela jornalista em um ambiente majoritariamente masculino, além da representatividade feminina no jornalismo esportivo. “Momento de relembrar e compartilhar o que foi determinante na minha formação como mulher e profissional. Momento de reflexão sobre posicionamento e ocupação de espaços de poder. Momento singular pra enxergar com otimismo um novo cenário para nós e me orgulhar de não ter desistido diante do preconceito e discriminação”, desabafou Ayana Simões.

Em outro grande momento da programação, no dia 11, a jornada abordou o tema “Mulher Trans no Jornalismo” e trouxe Alana Rocha, apresentadora do programa Gazeta Alerta, na Gazeta FM. Primeira mulher transexual a atuar como repórter de um programa da TV aberta na Bahia, ela foi recebida por Lucimeire Oliveira, diretora do Sinjorba. A convidada falou do início da carreira, relatou experiências, contou como enfrenta o preconceito e derreteu-se ao falar do onipresente apoio da mãe, dona Conchita, a quem deve a garra para se posicionar na profissão e na vida.

O empreendedorismo foi o tema da quarta live promovida pelo Sinjorba, com a participação da jornalista e empresária Suely Temporal e da diretora Regina Ferreira.  Segundo a convidada, participar dessa atividade foi um prazer e uma alegria. “É sempre prazeroso trocar ideias e experiências com mulheres tão combativas e dinâmicas. Mais do que nunca, o empreendedorismo é uma tendência que se fortalece a cada dia. No jornalismo não é diferente, é possível empreender. E nós, mulheres, devemos estar atentas às oportunidades e unidas para apoiar umas às outras”, destacou a empresária.

Já os desafios que envolveram as profissionais nos últimos meses foi o centro das discussões da live “Mulher no Jornalismo em Tempos de Pandemia”, realizada no dia 15.  Apresentada pela diretora e jornalista Carmen Vasconcelos, a conversa contou com a presença da representante da Comissão da Mulher da Fenaj Samira Castro. Durante o bate-papo, Samira destacou a necessidade de acolhimento dessas profissionais que ainda precisam lidar com questões complexas como as agressões em pleno exercício das funções e o assédio on line, o que força inúmeras profissionais a abandonarem as redes sociais. “Não se trata de crítica ao trabalho feito, mas agressões que depreciam e vulnerabilizam essas profissionais”, reforçou Samira, destacando a participação do governo federal em incentivar esse tipo de violência.

A II Jornada de Mulheres do Sinjorba foi encerrada em alto astral, no dia 16 de março, com a live “Equilíbrio emocional para a mulher jornalista na segunda onda”. Tendo como convidada a jornalista profissional e terapeuta integrativa Ayeska Azevedo e mediado por Gabriela de Paula, diretora do Sinjorba, o bate-papo abordou a importância da saúde emocional no enfrentamento à covid-19 e outras formas de adoecimento. Fundadora da empresa Vida em Flor, Ayeska lembrou que o espaço terapêutico está atendendo por videochamada durante este período de necessário distanciamento social.

Para a vice-presidente do Sinjorba, Fernanda Gama, o evento virtual marca um novo momento para a entidade. “Reunir tantas profissionais competentes e experientes foi desafiador, mas também gratificante. Mostra a confiança dessas jornalistas em nossa gestão e no sindicato. Temos muito trabalho ainda pela frente, mas pretendemos continuar contribuindo para o debate das questões de gênero no movimento sindical dos jornalistas e a reflexão sobre a atual conjuntura política e social do país”, conclui.

Os interessados podem assistir às lives, promovidas pela Comissão de Mulheres do Sinjorba, no Instagram oficial da entidade.

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