A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) lançou uma pesquisa nacional para mapear o perfil e as condições de trabalho de jornalistas que atuam em entidades sindicais em todo o país. O levantamento, elaborado pela Diretoria Executiva em conjunto com a Secretaria de Mobilização dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação, ficará disponível para respostas até o dia 31 de março.
A iniciativa busca reunir informações sobre remuneração, benefícios, plano de carreira e condições de trabalho, além de levantar dados sobre faixa etária, gênero e recorte étnico-racial. A pesquisa também pretende identificar situações de assédio moral, sexual e político enfrentadas por profissionais que trabalham em sindicatos, associações, federações, confederações e centrais sindicais.
Segundo a diretora da Secretaria de Mobilização dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação da FENAJ, Márcia Quintanilha, o levantamento é importante para compreender a realidade desses profissionais. “Mapear esse perfil é a única forma de exigir que as entidades sindicais pratiquem, ‘dentro de casa’, os mesmos direitos que defendem para a sua categoria”, explica.
Para a presidenta do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), Fernanda Gama, a pesquisa também é uma oportunidade de tornar mais visíveis os desafios enfrentados por jornalistas que atuam na comunicação sindical. “Muitos desses profissionais acumulam funções, acabam assumindo atividades que vão além do jornalismo e, em vários casos, não têm a jornada especial da categoria respeitada. Também há relatos de assédio moral e outras situações lamentáveis, que infelizmente ainda ocorrem em ambientes sindicais e que precisam ser enfrentadas. Por isso, é fundamental que os jornalistas participem da pesquisa, para que possamos ter um retrato mais fiel dessa realidade e fortalecer a luta por melhores condições de trabalho”, afirmou.
O Sinjorba destaca a importância da participação dos jornalistas baianos que atuam em entidades sindicais. Para a entidade, a contribuição da categoria é fundamental para que o levantamento reflita a realidade do trabalho na comunicação sindical e ajude a orientar futuras ações em defesa da valorização profissional e do respeito aos direitos trabalhistas.
O questionário está disponível até 31 de março, clicando AQUI, e pode ser respondido por jornalistas que atuam em sindicatos, associações, federações, confederações e centrais sindicais de todo o país.



