Em luta e sem medo, mulheres de diferentes idades, etnias, histórias e profissões caminharam juntas, mais uma vez, do Cristo ao Farol da Barra, na manhã deste domingo (8 de março), para reafirmar um compromisso coletivo: o direito de viver com dignidade, liberdade e segurança.
No Dia Internacional da Mulher, o que ecoava nas ruas era o pedido de basta ao feminicídio e a todas as demais formas de violência vivenciadas no dia a dia. E as jornalistas, por meio da Comissão de Mulheres do Sinjorba, engrossaram as vozes e os passos que marcaram a Marcha 8M. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) esteve representada na caminhada pelo vice-presidente Moacy Neves, e pela diretora de Mobilização e Negociação Salarial, Fernanda Gama, presidenta do Sinjorba.
Com cartazes, músicas de protesto e palavras de ordem, as mulheres mostraram que cada conquista é resultado de muita luta, embora ainda haja muitos caminhos a percorrer. Homens também estiveram presentes, apoiando a causa e somando forças ao movimento que se recusa a silenciar diante das violências, das desigualdades e das injustiças que ainda marcam a vida de tantas brasileiras.
Eles também se uniram ao protesto contra as estatísticas alarmantes que apontam que cerca de quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil em crimes de feminicídio, segundo dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Sob o lema “Mulheres vivas, em luta e sem medo”, o ato reuniu representantes de diversas organizações sociais, entidades de classe e parlamentares de partidos engajados na construção de uma sociedade mais justa.
Durante os discursos, outros dados preocupantes sobre a violência contra as mulheres foram lembrados: mais de um terço das brasileiras sofreu algum tipo de violência física, psicológica ou sexual em 2025. E a realidade pouco mudou neste ano. Grande parte dessas violências ocorre dentro de casa ou é cometida por parceiros ou ex-parceiros.



