Os profissionais de imprensa que atuam na área de segurança pública na Bahia já têm, finalmente, um prêmio para chamar de seu. Mas essa ainda não é a melhor parte. A premiação leva o nome de Erival Guimarães (1958-2020), referência no jornalismo policial de qualidade de todos os tempos. A iniciativa foi apresentada nesta quinta-feira (30) pelo delegado-geral André Viana, durante um café da manhã no Complexo da Polícia Civil, em Itapuã, com a participação de profissionais de comunicação e de representantes do Sinjorba e da Associação Bahiana de Imprensa (ABI).
Mais do que um gesto simbólico de aproximação entre imprensa e forças de segurança, o prêmio estabelece parâmetros objetivos para a valorização de práticas jornalísticas responsáveis em uma área marcada por temas sensíveis. A premiação propõe o reconhecimento institucional de profissionais que atuam na cobertura policial, tendo como referência valores que marcaram a trajetória de Erival: ética, rigor técnico, coragem, dignidade e respeito à informação de interesse público.

Erival Guimarães: referência de ética no jornalismo policial
O lançamento do prêmio ganhou contornos especiais com a presença de Tatyana Guimarães, uma das filhas do jornalista. Visivelmente emocionada, ela agradeceu a homenagem, destacando a dimensão do reconhecimento. “À altura do profissional e ser humano que foi meu pai”, afirmou, sem conter as lágrimas.
Em sua fala, Tatyana também fez um apelo direto à responsabilidade que acompanha a honraria: “Que os critérios de concessão do prêmio sejam respeitados, para que os profissionais agraciados realmente façam jus ao legado de Erival Guimarães”, acentuou.
Premiação – O Prêmio Erival Guimarães será concedido anualmente, em referência ao Dia do Jornalista, celebrado em 7 de abril. Neste ano, excepcionalmente, a premiação está prevista para o segundo semestre.
Entre os critérios adotados para a concessão do prêmio estão a precisão técnica e jurídica, a ética na apuração e divulgação, o respeito à presunção de inocência, a responsabilidade no tratamento de informações sensíveis e a relevância da atuação profissional. Serão avaliados trabalhos nas categorias TV, impresso/web e rádio.
A análise estará a cargo de uma comissão julgadora constituída por representantes de instituições da segurança pública, do meio acadêmico e de entidades de classe.
Legado – Considerado um dos principais nomes do jornalismo de segurança pública na Bahia, Erival Guimarães atuou por mais de três décadas no setor. Graduado em Comunicação pela UFBA, passou por veículos como A Tarde, Bahia Hoje e Jornal da Bahia, obtendo destaque na reportagem. Como editor de Segurança do antigo Correio da Bahia, implementou uma série de mudanças na linguagem e na apresentação gráfica das publicações, contribuindo significativamente para “humanizar” a cobertura policial. Também exerceu a função de assessor de comunicação da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-BA), participando das ações de fortalecimento da comunicação institucional na área.
Erival Guimarães faleceu em 10 de janeiro de 2020, aos 61 anos, deixando um legado de honradez, ética e comprometimento com o jornalismo de qualidade.




