Home SinjorBA Assembleia e ato iniciam Campanha Salarial Nacional dos Jornalistas na Bahia

Assembleia e ato iniciam Campanha Salarial Nacional dos Jornalistas na Bahia

por Fernanda Gama

O Sinjorba realiza dia 27 de março, 9h, a primeira assembleia da Campanha Salarial 2024. O encontro será virtual, na sala do Sinjorba no aplicativo Zoom. Uma semana depois, dia 04 de abril (em local ainda a definir), ocorrerá o ato de lançamento da Campanha Salarial Nacional dos Jornalistas, promovida pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que convocou todos os sindicatos do país a realizarem negociações salariais em 2023/2024 de forma conjunta, com vistas a reforçar a unidade da categoria em todo o país.

A assembleia online do Sinjorba pretende envolver colegas de todo o estado, em uma tentativa de ampliar o alcance da mobilização e trazer outros segmentos da categoria para o debate salarial. O link para participar será disponibilizado a todos por email, WhatsApp, além de divulgado em nossos canais de comunicação (site, redes etc).

Campanha Nacional

Como os jornalistas têm datas-base diferentes nos estados, o que impede a ação conjunta em período único, decidimos que a Campanha Nacional começaria em dezembro/2023, quando São Paulo iniciou as negociações salariais com as empresas de rádio e TV do estado, continuando em janeiro com os colegas de rádio e TV do Ceará e do município do Rio de Janeiro e só terminará quando a última unidade fechar sua convenção e/ou acordos, em setembro/24. O 1º semestre desse ano é muito importante porque concentra 2/3 das datas-base da categoria em todo o Brasil, sendo nove apenas em 1º de maio, incluindo a Bahia.

A Fenaj produziu uma cartilha com orientação da campanha para os estados e um folder com os pontos de pauta. A entidade tem acompanhado as negociações em cada estado. A ideia é que os sindicatos troquem informações e mantenham permanente contato. A depender da necessidade, a Federação comandará ações nacionais unificadas para ajudar na pressão nos estados em que as negociações estiverem travadas.

Cada sindicato terá sua pauta específica. Porém, alguns pontos serão unificados nacionalmente, a exemplo do aumento real de salários, como forma de corrigir as perdas acumuladas a partir de 2020, com a pandemia de covid-19. Outros itens comuns serão a implementação de planos de carreiras e promoções, criação de protocolos de segurança para os jornalistas e combate ao assédio nas redações.

Precarização

A unificação da campanha é uma reação do movimento sindical dos jornalistas à postura patronal nos últimos anos de precarizar as relações de trabalho, aviltando a remuneração, impondo a figura do jornalista multifunções e adotando contratações sem vínculo empregatício. Reage também a pulverização das negociações, com a inexistência proposital de representação patronal única, o que obriga os sindicatos a fazerem dezenas de acordos, fragilizando os trabalhadores representados e impondo à entidade passar o ano todo negociando salários.

Observe-se que a precarização foi ampliada exatamente no período em que os veículos de comunicação foram beneficiados com a desoneração da folha de salários. Entre 2013 e 2023 as empresas fecharam 20 mil empregos com carteira assinada, porém, continuam recebendo benefício fiscal federal mesmo não cumprindo sua parte, que é manter o emprego formal.

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