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Nota de solidariedade à jornalista Victória Lôbo, vítima de ameaças e tentativa de silenciamento

por Fernanda Gama

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) vem a público manifestar solidariedade à jornalista Victória Lôbo, diretora-executiva do Conquista Repórter, veículo contra-hegemônico com sede em Vitória da Conquista (BA), vítima de ataques marcados por misoginia, racismo e xenofobia no exercício de sua atividade profissional.

A jornalista passou a ser alvo de ofensas e intimidações nas redes sociais em razão de suas manifestações públicas e análises jornalísticas sobre o cenário político e as Eleições de 2026. Entre os ataques registrados, estão insultos misóginos, manifestações racistas e xenofóbicas, além de mensagens que buscam desqualificá-la e constrangê-la. Em uma das situações mais graves, um agressor mencionou que seu endereço poderia ser encontrado na internet, numa tentativa de intimidação que ultrapassa os limites do ambiente digital. Veja abaixo prints dos ataques.

Prints mostram ataques racistas, misóginos e xenofóbicos contra a jornalista Victória Lôbo, que já registrou boletim de ocorrência.

É inaceitável que uma profissional de imprensa seja submetida a esse tipo de violência em decorrência de seu trabalho. Os ataques evidenciam como o preconceito e o discurso de ódio são utilizados para intimidar mulheres jornalistas, restringir sua participação no debate público e tentar silenciar o exercício do jornalismo.

Diante da gravidade dos fatos, Victória Lôbo já registrou boletim de ocorrência. O caso será encaminhado à Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) para registro e inclusão no Relatório de Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, bem como acompanhamento pelo Observatório da Violência do Ministério da Justiça. A Rede de Combate à Violência Contra a Imprensa da Bahia também acompanhará o caso e seus desdobramentos.

O Sinjorba reafirma que a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão são pilares constitucionais inegociáveis. Nenhuma jornalista pode ser intimidada, ameaçada ou silenciada por exercer sua profissão. Atacar uma jornalista em razão de seu trabalho é também atentar contra o direito da sociedade à informação.

Para a presidenta do Sinjorba, Fernanda Gama, recentemente vítima de assédio e ameaça dentro do seu local de trabalho, a mulher é sempre a maior vítima dos covardes. “Via de regra, nós mulheres somos os alvos mais comuns de toda sorte de covarde, estejam eles presencialmente ou escondidos no ambiente digital”, diz. Ela reafirma que a luta contra a violência de cunho político é tarefa da entidade neste momento para defender a categoria do extremismo. “É por isso que estamos lutando para que o Brasil continue trilhando um caminho democrático”, finaliza.

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