O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) participou, na manhã de domingo (24), No bairro da Barra, em Salvador, do ato político-cultural em defesa do fim da escala de trabalho 6×1, que reuniu trabalhadores de diversas categorias, entidades estudantis, representantes de organizações populares e parlamentares na defesa da redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial.
A participação do Sinjorba reforçou a luta histórica dos jornalistas, por meio da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), pela manutenção da jornada especial de 5 horas diárias, com limite de 30 horas semanais, prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em razão das condições específicas e do desgaste físico e mental inerentes ao exercício da profissão.
Representando o Sinjorba, a jornalista Isabel Santos, integrante da Comissão de Ética, informou que a categoria está no topo das carreiras que mais adoecem e mais e morrem precocemente por doenças relacionadas com o estresse.
Ela salientou que “todos os trabalhadores precisam ser respeitados como seres humanos, que têm o direito de viver com saúde em sua plenitude, ter tempo livre para lazer, cultura e convivência familiar, e não apenas viver para o trabalho”.
A jornalista também alertou para a necessidade de união dos movimentos sociais e sindicais, convocando mais pessoas a aderirem às manifestações de rua para fortalecer a luta e garantir avanços nas conquistas trabalhistas.
De acordo com a presidente da FENAJ, Samira de Castro, a entidade acompanha atentamente a movimentação do setor patronal da comunicação, que pretende se aproveitar da discussão sobre a redução da escala 6×1 para retomar antigas propostas de alteração da jornada diária dos jornalistas.
“Não bastou a eles emplacarem a criação da ilegal profissão de multimídia, manobra para invadir competências de outras profissões e impor maior precarização”, enfatiza a dirigente.
Durante os pronunciamentos realizados ao longo da caminhada do Cristo ao Farol da Barra, os participantes, portando muitas faixas e cartazes, enfatizaram que o fim da escala 6×1 representa uma medida necessária para garantir melhores condições de vida aos trabalhadores brasileiros. Também destacaram os ganhos em produtividade, saúde ocupacional e equilíbrio social observados em países que reduziram a jornada de trabalho.
O evento ocorreu em clima de mobilização nacional em torno da proposta de estabelecimento de jornadas mais humanizadas, com dois dias de descanso semanal. Representantes das entidades participantes afirmaram que a atual escala compromete a convivência familiar, o lazer, o acesso à educação e a qualidade de vida da classe trabalhadora.
Ao final do ato, os organizadores informaram que novas mobilizações deverão ocorrer nos próximos meses em Salvador e em outras cidades do País, acompanhando o debate nacional sobre direitos trabalhistas e valorização do trabalho humano.




