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Jornalismo perde a luminosidade de Wanda Chase

por Sinjorba

Em menos de uma semana, o jornalismo baiano sofre duas perdas irreparáveis. Na madrugada desta quinta-feira (3), morreu no Hospital Teresa de Lisieux, em Salvador, a jornalista Wanda Chase, aos 74 anos. Na sexta-feira (28), já nos havia deixado a colega Kardé Mourão, 65.

De acordo com familiares, Wanda passou por cirurgia de emergência no coração – logo depois de ser diagnosticada com “aneurisma dissecante da aorta” – e não resistiu ao procedimento.  O velório terá início às 13h desta sexta-feira (4), na sala 03 do Cemitério do Campo Santo.

Em nota oficial, a família se manifestou sobre a perda: “Sua partida deixa um vazio irreparável, mas seu legado de luta, perseverança e paixão pela vida e pela justiça social continuará a inspirar gerações futuras. Para nós, seus familiares, Wanda é referência de alegria, determinação, sensatez, honestidade e competência”.

Baiana de coração – Amazonense de Manaus, Wanda consolidou uma carreira de sucesso na Bahia, terra que adotou para chamar de sua e foi igualmente adotada: em 2002, recebeu o título de Cidadã Soteropolitana, outorgado pela Câmara Municipal de Salvador. Em março deste ano, foi distinguida com o título de Cidadã Baiana pela Assembleia Legislativa da Bahia – por questões de saúde, a homenagem foi adiada.

Com quase 50 anos de atuação profissional, Wanda contabilizava dezenas de prêmios. Iniciou a carreira no Jornal A Crítica, em Manaus, e registra passagem por emissoras como TV Amazonas, TV Aratu, TVE e TV Bahia. Militante do Movimento Negro, ela se destacava na defesa da cultura afro e tinha sua imagem fortemente associada ao axé music e ao carnaval baiano.

Consternada com mais esta perda, a diretoria do Sinjorba se associa neste momento à dor de amigos e familiares da querida colega. Rogamos que sua passagem seja suave e iluminada, como foi sua vida entre nós.

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