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Casos de covid aumentam entre jornalistas e Sinjorba pede medidas às empresas

por Fernanda Gama

O Sinjorba tem recebido vários relatos de casos de covid-19 entre jornalistas e radialistas, na capital e no interior. Em Salvador, vários profissionais da TVE e TV Bahia confirmaram a doença, enquanto em Vitória da Conquista houve registro de outros colegas que adoeceram na Assessoria da Prefeitura Municipal e na TV UESB. Na rádio Bandeirantes, a emissora chegou a suspender atividades por três dias por causa do número de infectados.

Com as festas do final do ano e o relaxamento nos cuidados com a covid, o número de casos disparou e os veículos não estão tomando as medidas de prevenção. Segundo informações que chegaram ao Sindicato, na TVE, mesmo após apresentar sintomas, os profissionais não foram afastados do trabalho, ficando na emissora com o risco de infectar os demais.

Diante do crescimento do número de casos, o Sinjorba enviará novamente às empresas um documento com medidas que devem ser tomadas para evitar a proliferação da covid entre os trabalhadores. A entidade está confirmando o número exato de doentes em cada emissora e vai informar ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para que o órgão acompanhe se os empregadores estão cumprindo regras de prevenção e cuidado com os empregados e prestadores de serviço.

“Sabemos que alguns veículos não podem deixar de funcionar, mas é preciso que os cuidados sejam retomados para evitar uma explosão de adoecimentos na imprensa”, diz o presidente do Sinjorba, Moacy Neves. Ele afirma que a categoria não quer reviver a realidade enfrentada entre março e junho de 2021, quando mais de 30 jornalistas e radialistas perderam a vida na Bahia e mais 300 colegas adoeceram no período, alguns preservando sequelas até hoje.

Moacy cita algumas medidas que precisam ser retomadas imediatamente: manter nas redações e estúdios o número mínimo essencial de profissionais, recolocando a maior parte dos trabalhadores em home office; higienizar os carros, espaços e os equipamentos após o uso; exigir o uso de máscara no local de trabalho; e fornecer os EPIs, mantendo álcool gel acessível a todos que trabalham ou visitam estúdios e redações.

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